Já me disseram que meu trabalho é dos sonhos. Nem tanto. Mas para fazer este post eu fui obrigada a confessar e reconhecer que sim, afinal, foi por conta do meu crachá que colecionei shows de 2011 a 2013 sem pagar nada por isso.
A tarefa não foi nada fácil, mas separei cinco shows que definitivamente eu pagaria pelo ingresso.
Pearl Jam | 06/11/2011 @ Apoteose
O primeiro já seria marcante por toda a importância pessoal que existia, mas o Pearl Jam quando passou pela Apoteose em novembro de 2011 fez muito mais do que ser meu primeiro show como repórter e por isso merece entrar nessa lista.
Confesso que não sou fã da banda, mas saí de lá impressionada. Foram quase três horas de apresentação, um show tão longo que em determinado momento me perguntei se aquilo jamais iria acabar, mas ao mesmo tempo fiquei impressionada com a forma como a banda conseguiu levar o show com tanta energia sem deixar a peteca cair em nenhum momento. É daqueles shows que, se você não for fã da banda, assim como eu, não há como não ficar contagiado com o clima e cantar ao menos o refrão do clássico “Even Flow”, que por sinal foi um dos momentos mais impressionantes. A Apoteose literalmente saiu do chão.
Alanis Morissette | 07/09/2012 @ Citibank Hall
Outra que mereceu meu respeito foi Alanis Morissette. Que eu assistiria uma boa cantora eu já sabia, mas Alanis fez jus aos seus 25 anos de carreira e fez um show daqueles que qualquer fã gosta de ver. Queria eu que minha banda favorita desfilasse sempre as melhores músicas, aquelas antigas, que a massa não conhece, mas os fãs de verdade sempre amaram e sempre sonharam ouvir ao vivo. Foi isso que Alanis Morissette fez. E emocionou um Citibank Hall lotado. Um show para os fãs que lhe seguem desde sempre sempre sem se concentrar em emplacar um novo hit. Sem contar o show de simpatia e energia que a canadense de 38 anos mostrou no palco. Uma presença incomparável.
McFly Z Festival 2012 | 28/09/2012 @ HSBC Arena
Já em relação a estes meninos eu sou completamente suspeita para falar. São os meus meninos lindos e amados com todo o meu coração. Mas a verdade é que quando voltaram pela quarta vez ao Brasil, o McFly surpreendeu. O show que apresentaram em 2012 não se compara aos três anteriores, ainda que o primeiro tenha toda uma carga emocional envolvida. Em 2012 o McFly estava definitivamente de corpo e alma no palco única e exclusivamente para seus fãs. Descontraídos, simpáticos relaxados e mais brincalhões do que de costume. Eu vi no palco um McFly sem defesas – que chegou a desfilar pelas ruas do Rio de Janeiro sem seguranças – o que fez toda a diferença. Sem contar que, a pedido de fãs – minhas amigas por sinal – eles tocaram “No Worries”. Esse McFly pós “Above The Noise” está o melhor que já existiu. Com o mais puro amor e dedicação que já tiveram a sua música, o que deixa tudo muito melhor.
Maroon 5 | 25/08/2012 @ HSBC Arena
E esses californianos… MEU DEUS! Preciso confessar: não levava a mínima fé neste show. Fui para tentar encontrar uma amiga, ela acabou não conseguindo ingresso, mas eu já estava credenciada. Quem tá na chuva é para se molhar… E eu me molharia nessa chuva mais duas, três, quatro vezes porque definitivamente Adam Levine sabe o que é ser um frontman. O Maroon 5 entrou no palco com uma explosão impressionante, o clima baixo no meio, ali em Sunday Morning e She Will Be Loved, mas fechou com um big bang. É o tipo de show que considero exemplar. Uma porrada de cara para incendiar – um minuto romântico para respirar – uma porrada para fechar e marcar para sempre as nossas vidas. Sem contar o fato de que eu nunca vi a HSBC Arena tão lotada e um público tão receptivo. Por mais acostumada com gritos que eu estivesse, fui obrigada a tapar os ouvidos, porque doeu. De verdade.
Michael Bublé | 31/03/2012 @ HSBC Arena
Ah, Bublé… Bublé… Bublé… Eu chego a ficar sem palavras. Embora já soubesse que esse canadense mandava super bem, fui ao show pelo mesmo motivo do Maroon 5, pelo menos dessa vez eu consegui encontrar a minha amiga, e acabei encontrando também um lado de Michael Bublé que eu ainda não conhecia. Ou eu deveria dizer lados, já que o cantor é tão completo no palco. Canta, dança, brinca, seduz a plateia, faz rir e faz chorar. E só assistindo Bublé para entender. E o dia que você assistir, em todos os outros shows vai pensar: “será que vai ser como foi com o Bublé?”. E desculpe te desapontar, mais dificilmente será. Ainda não entendeu? Assista ao vídeo abaixo e se impressione.
BÔNUS TRACK
Eu sei. Da última vez que citei este festival foi com uma revolta sem tamanho e não retiro nenhuma palavra do que eu disse. Mas também é verdade que ele é o maior do mundo e qualquer um nessa vida merece viver um dia de Rock in Rio. Estive no evento em 2011 e agora eu faço parte da história.
Para você entender o que eu estou falando: lembra daquele famoso coro de Love Of My Life do Queen em 1985? Marcou a geração dos nossos pais. E aquele de Primeiros Erros do Capital Inicial marcou a nossa geração. Pois é, eu estava lá. E eu me emociono toda vez que vejo um comercial. Eu lembro e eu posso dizer: EU FUI!
Isso sem contar a mágica que existe ali dentro. Com os pés dentro da Cidade do Rock o mundo inteiro desaparece e por uma noite aquilo ali é o mundo. E é impressionante.














































